E a “amiga de todo mundo”, que veio de férias, me pergunta no meio de uma conversa amena: afinal, já superaste "nanana"?
Imediatamente, depois de anos sem pensar, nem lembrar, nem nada de coisa nenhuma, vi os teus olhos no meio do meu pensamento. Teus olhos de onda, tão verdes, tão lindos, tão………….!!!!
Não foi um susto nem um repente, foi como se nunca os tivesse tirado de mim, lembrei do teu sorriso e da camisa branca, olha que lembrança…lembrei da Tijuca, do La Mole, do Alto da Tijuca, do violão, de Dorival Caymmi, do Canecão, da Gama Filho, da minha… “primeira viagem”, contigo e só contigo, do cobertor laranja, lembrei de como minha mãe te amava, lembrei de Teresópolis…
Estacionei contigo ainda na cabeça…
Acho que respondi, não lembro, sei que pensei: nanana foi o meu amor da vida, adolescente e vivo. O meu amor de fotonovela. Único e sem vergonha, bom de lembrar e, ao fim e ao cabo, é disso que vive a vida, de lembrar com carinho e detalhes, com êxtase até, de lembrar, de lembrar…o único amor que vale a pena é aquele vira história boa de contar. Nanana é a minha história boa de contar.
E lembrar...
CV – 11 de julho de 2026